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Educação

Abstenção na prova do enem é de 51,5 por cento

Ao todo, 2.680.697 participantes realizaram a primeira prova da versão impressa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 neste domingo

Ao todo, 2.680.697 participantes realizaram a primeira prova da versão impressa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 neste domingo.

O número representa 48,5% dos 5.523.029 inscritos no Enem impresso, considerando todos os locais onde houve prova neste primeiro dia de aplicação. Os dados são preliminares, tendo em vista que os números definitivos dependem da apuração do consórcio aplicador e serão informados na divulgação dos resultados do Enem.

O Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais Anísio Teixeira (Inep) registrou 4.030.830 (69,75%) acessos ao Cartão de Confirmação de Inscrição até as 13h de domingo.

Em Curitiba, candidatos não puderam fazer as provas porque as salas registraram 50 por cento da lotação, número estimado como máximo para evitar contaminações .

Não houve aplicação no estado do Amazonas e nos municípios rondonienses de Espigão D’Oeste e Rolim de Moura.

Neste domingo, os participantes resolveram itens de linguagens, códigos e suas tecnologias, ciências humanas e suas tecnologias, além de escreverem a redação, com o tema “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”. A aplicação ocorreu sem incidentes consideráveis.

Durante entrevista coletiva no Inep, após o encerramento das provas, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, destacou os esforços empregados para a realização do exame, com o objetivo de não agravar os atrasos educacionais causados pela pandemia de COVID-19. “Pude ver, em meio a essa pandemia que vivemos, as coisas caminharem muito bem durante a aplicação. Gostaria de qualificar o Enem, no meio da crise sanitária, como algo vitorioso para não atrasar mais a vida de milhões de estudantes. Não atrasamos a educação brasileira”, afirmou o ministro.

Este ano tivemos uma abstenção maior, parte pela dureza e a questão do medo da contaminação, parte por um trabalho de mídia contrário ao Enem, isso é fato, e de uma maneira até meio injusta. Não foi o mesmo trabalho de mídia feito contra o exame da Fuvest, em São Paulo. Não vi ninguém falando tão enfaticamente quanto o Enem, embora nós tenhamos tomado todos os cuidados“, criticou o ministro durante coletiva.

O ministro esteve em Curitiba. De acordo com o ministro, o Paraná apresentou uma boa estrutura de prevenção contra a Covid na hora da aplicação do exame. Ele visitou o Colégio Estadual Pedro Macedo, na companhia do vice-governador, Darci Piana, e pelo secretário de Educação e do Esporte, Renato Feder.

O presidente do Inep, Alexandre Lopes, ressaltou as iniciativas para garantir a implementação e a fiscalização das medidas de biossegurança durante a realização das provas. “Tivemos uma aplicação tranquila do ponto de vista da segurança sanitária. Houve avaliações e verificações pelos órgãos competentes. Não tivemos nenhum local de prova interditado por questões de saúde. Diante disso, reafirmamos, aqui, o nosso compromisso com a realização de uma prova segura no que diz respeito às questões sanitárias”, disse o presidente.

Mais de 10 mil inscritos solicitaram participação na reaplicação, em virtude de doenças infectocontagiosas. O Inep recebeu os pedidos e comprovantes da condição entre 11 e 16 de janeiro. O sistema foi fechado, como previsto, para que as solicitações fossem avaliadas e os participantes recebessem a resposta antes da aplicação deste domingo. Ao todo, 8.180 solicitações foram deferidas e 1.991, indeferidas.

A partir desta segunda-feira, 18 de janeiro, o sistema será reaberto para solicitação de pessoas com sintomas ou diagnóstico de COVID-19 que não puderem participar do segundo dia de aplicação. O prazo para o pedido vai até as 12h do próximo sábado, 23 de janeiro. Participantes acometidos por doenças infectocontagiosas, previstas no edital, na véspera ou no dia da aplicação poderão apresentar exames e laudos médicos pela Página do Participante, entre 25 e 29 de janeiro.

REDAÇÃO

O tem da redação foi O Estigma Associado às Doenças Mentais na Sociedade Brasileira.

As redações do Enem são avaliadas em cinco competências, cada uma vale 200 pontos: demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa; compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa; selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação; e elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Cada prova passa por dois corretores. Caso haja uma diferença de mais de 100 pontos em relação à nota total da prova ou de mais de 80 pontos em relação a alguma das competências, o texto passa, então, por um terceiro corretor. Se a diferença persistir, a prova é avaliada por uma banca composta por três professores, que atribuirá a nota final do participante.

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