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Saúde

Aristides Athayde Neto não resistiu à covid-19

Aristides Athayde Neto era titular da Academia Paranaense de Medicina, da qual foi presidente no período 2016/2017

Também formado em Direito, era especialista em Oftalmologia e foi presidente da Associação Paranaense de Oftalmologia e vice da Brasileira, além de professor.

Com 78 anos de idade e 55 de formação médica, ele faleceu no final da manhã desta segunda-feira no Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba, onde estava internado desde o final do ano passado. Não resistiu a complicações decorrentes da Covid-19.

Eleva-se para 33 o número de médicos falecidos no Paraná em decorrência da doença, segundo o Conselho Regional de Medicina.

Aristides era natural de Curitiba, onde nasceu em 20 de junho de 1942. Descende de tradicional família da Capital que, conforme artigo publicado pelo jornalista Aramis Milarch, na década de 1990, tinha então nada menos do que sete integrantes com o prenome Aristides. O pai do ex-presidente da Academia era o general do Exército, médico e advogado Aristides de Athayde Junior (CRM-PR 504), falecido em 1975 e que também foi vereador, prefeito interino de Curitiba e parceiro nas atividades da Cruz Vermelha.

Dos sete filhos do Dr. Aristides Junior, que hoje empresta nome a rua do bairro Bigorrilho, além do Dr. Aristides Neto, outros dois seguiram a Medicina: o cirurgião plástico Manoel Antonio Chaves Athayde (CRM-PR 5.733), formado em 1977 e também membro da Academia de Medicina, e Maria do Rosário Chaves de Athayde Vieira (12.571), formada em 1990. Há médicos na terceira geração da família, incluindo o sobrinho Roberto Athayde de Hollanda (9.990), que também seguiu a Oftalmologia.

Aristides Neto formou-se em Direito em fevereiro de 1965, pela Faculdade de Direito de Curitiba, e em Medicina em dezembro do mesmo ano, pela Universidade Federal do Paraná.

Teve intensa vida acadêmica, tendo obtido vários títulos no Brasil e no Exterior. Em 1992, em deu início à Fundação Athayde, com importante atuação científica e que chegou a disponibilizar um ônibus para atendimento itinerante a pessoas carentes da Grande Curitiba. conforme texto no mural do CRM-Paraná.

Vulto emérito do Paraná em 1990, conforme título concedido pela Assembleia Legislativa, foi coordenador do sistema municipal de saúde e dos prontos-socorros de Curitiba, tendo sido o responsável pela implantação do serviço telefônico emergencial 192 e membro da Comissão de Prevenção à Cegueira do Ministério da Saúde.

Aristides Neto era casado com D. Elisabeth Melo Leste de Athayde e tinha dois filhos de seu primeiro casamento: Aristides Bisneto, advogado, e Lúcia Carolina, engenheira civil.

Roberto Yosida, presidente do Conselho, disse ser “uma grande perda para Medicina paranaense. Homem culto, sensível, grande defensor da natureza e das igualdades. Foi conselheiro efetivo do CRM-PR de 1973 a 1978 e, em 2015, merecedor do Diploma de Mérito Ético-Profissional pelos 50 anos de formação com histórico exemplar”.

O secretário-geral Luiz Ernesto Pujol realçou o papel do Dr. Aristides na Academia de Medicina, onde ingressou em março de 2008 ao lado do Dr. Ehrenfried Wittig: “Foi sempre grande estimulador do Picadinho Cultural e empreendeu uma gestão dinâmica e profícua em seu mandato enquanto presidente, repetindo a competência emprestada à sua sociedade de especialidade. A Medicina brasileira está enlutada; perdemos um grande guerreiro”.

foto: Arquivo CRM

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