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Belo pode ser solto a qualquer momento

O Desembargador Milton Fernandes de Souza aceitou o pedido de habeas corpus da defesa do cantor Belo e mandou expedir alvará de soltura no início da madruga

O cantor Belo foi preso em casa por causa do show na sexta-feira à noite na Escola Estadual do Parque União, no Complexo da Maré, não autorizado, em local não autorizado, que provocou aglomerações.

A operação  “É o que eu mereço”, em alusão a música gravada pelo cantor, prendeu também Célio Caetano e Henrique Marques, sócios da produtora Série Gold, que organizou o evento, e procura Jor Luiz Moura Barbosa, conhecido por Alvarenga, chefe do tráfico na região.

“Ao realizar o show, ele promove toda a engrenagem do narcotráfico no interior daquele comunidade. A gente tem relatos de que lá havia pessoas armadas, crianças consumindo droga. Quando ele aceitou realizar o evento no interior da comunidade, dentro de uma escola invadida — onde houve invasão até de sala de aula —, ele faz com que aquela facção se fortaleça”, resumiu o delegado Gustavo de Mello de Castro, da Delegacia de Combate às Drogas.

Segundo o delegado crime contra as medidas de combate à pandemia é “de natureza muito grave porque provoca aglomerações e causas rosco de mortes“.

Nota oficial da equipe de Belo alega que ele foi contratado de forma legal para o evento, que há diferenças no tratamento de cantores de pagode, que ele estava com a agenda suspensa há mais de um ano  e cumpre todos os cuidados preventivos com sua equipe de trabalho.

Belo e sua família afirmaram estar surpresos com a prisão preventiva do cantor.

Ele pede desculpas pelo show, mas questiona a decisão da Justiça. “Ciente da gravidade da crise sanitária, Belo pede desculpas por ter se apresentado em uma aglomeração”, diz a nota.

Ele argumenta que o show foi legalmente contratado pela produtora Série Gold e questiona o fato de eventos culturais em outras regiões da cidade não terem sido alvo de investigação.

Na nota, ele também questiona o fato de a prisão ter ocorrido após parecer contrário do Ministério Público (MP).

Como o show foi realizado em uma escola estadual do Parque União e não teve autorização das autoridades de Saúde, a polícia também investiga a invasão ao colégio. Segundo investigadores, as salas de aula do Ciep 326 – Professor César Pernetta – foram utilizadas como camarotes.

Por último, não se diz responsável por aglomerações, “foi apenas cantar”.
Belo já cumpriu pena de quatro anos por tráfico de drogas.

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