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Empreendedorismo

BRF reporta crescimento de 13,7% na receita líquida no primeiro trimestre de 2022

A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, divulgou hoje seus resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre de 2022. A receita líquida da Companhia foi de R$ 12,04 bilhões, aumento de 13,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA ajustado foi de R$ 121 milhões e o resultado líquido de R$ –1,546 bilhão. O cenário econômico brasileiro e geopolítico mundial pressionou negativamente os resultados do 1T22.

A queda de renda da população brasileira, somada à alta da inflação global, impactou o planejamento operacional da BRF no período, com uma perceptível quebra de volumes. Este cenário afetou o varejo alimentar, levando o setor a adequar seus estoques nos primeiros meses de 2022, o que também impactou as vendas da Companhia. A adequação realizada na cadeia, que incluiu promoções e fortes ajustes no mix e volume de produção — aliado ao reconhecimento contábil do Hedge de Commodities — trouxe um impacto não recorrente de R$ 828 milhões no trimestre. Além disso, as repercussões da guerra na Ucrânia provocaram aumento não esperado nos custos, principalmente com alta das commodities e custos logísticos.

Os meses de março e abril já registraram, no entanto, uma retomada de volumes e preços no Brasil e no exterior. A margem bruta de março, por exemplo, foi cinco pontos percentuais maior do que a de janeiro. “Confiamos na nossa capacidade de transpor os desafios que se apresentam para manter a BRF eficiente e rentável. Para simplificar, ganhar agilidade e buscar a geração de resultados e lucros ainda em 2022, estamos adequando de forma ampla a nossa maneira de trabalhar e os nossos processos”, salienta o CEO global da BRF, Lorival Luz.

Já está em curso um conjunto de iniciativas que visam colocar a Companhia em um novo patamar de eficiência e atuação. “Estas medidas estão focadas na revisão das nossas prioridades, na otimização da estrutura e no redimensionamento dos processos. Nosso objetivo é reverter as perdas deste primeiro trimestre ao longo dos próximos meses e gerar melhores resultados aos acionistas”, complementa. Vale destacar que, ainda no primeiro período do ano, a BRF realizou seu follow-on, que captou R$ 5,4 bilhões e permitiu reforçar sua estrutura de capital, liquidez e solidez financeira.

De acordo com o executivo, a Companhia está também revisando seu planejamento estratégico ‘Visão 2030’ para os próximos trimestres, conforme previsto, com as adequações necessárias ao ambiente de negócios que se apresenta. “A rápida disrupção e a deterioração do cenário utilizado para o planejamento, já percebidas neste primeiro trimestre, nos levam agora a considerar ciclos menores, de até cinco anos. Adequações fazem parte da jornada de uma empresa global como a BRF, que precisa acompanhar as mudanças que afetam o negócio, sem se afastar de sua ambição maior e de seus compromissos fundamentais.”

Internacional

O crescimento de receita foi puxado, principalmente, pelo mercado internacional, sobretudo o mercado Halal, que teve aumento de 27%. O EBITDA da região dobrou na mesma comparação. A Banvit ganhou participação de mercado na Turquia, com aumento de 1,7 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado. Houve também melhor performance de demanda e preço no Golfo. “Reforçamos nossa liderança neste mercado estratégico com aumento de 60% com produtos de valor agregado. É um momento muito positivo para os mercados locais e, com um ótimo trabalho da nossa equipe na região, estamos conseguindo atingir um crescimento constante, com melhor performance em volume, margens e receita”, afirma Lorival Luz. A BRF ainda conseguiu recentemente a habilitação de oito de suas unidades produtivas para exportação de produtos Halal derivados de frango ao Iraque.

Nos demais mercados internacionais, houve aumento de volume de exportações para o México e melhor desempenho de preço para frango no Japão e na Coreia. No mesmo período, a Companhia obteve duas habilitações novas para suas unidades, para exportação de salsichas à África do Sul e suínos para o Vietnã. Outro destaque positivo foi o Chile, onde a BRF lançou seu primeiro e-commerce B2B na América Latina. O país conta com a maior operação da BRF na América depois do Brasil.

Em outros segmentos, a Companhia viu alta no volume de Ingredients, 6,8% maior do que no mesmo período de 2021. A operação de PET segue em seu movimento de estruturação e expansão, após as aquisições anunciadas no último ano, apresentando volume de 52 mil toneladas nos primeiros três meses de 2022, crescimento de mais de 360% ao ano ao consolidar as operações da Mogiana e Hercosul e expansão de
3,6 pontos percentuais na comparação anual da margem EBITDA.

Alinhada à agenda ESG, a Companhia obteve avanços em diversas iniciativas durante o período. Foi anunciado o closing deal da parceria firmada com a AES para a construção de um parque eólico em Cajuína, no Rio Grande do Norte, em linha com a joint venture anunciada em 2021. Na Turquia, a Companhia, por meio da Banvit, lançou o projeto ‘Smart Kids Table’, com o objetivo de criar hábitos alimentares corretos nas crianças e conscientizar sobre o desperdício de alimentos. Em relação ao Instituto BRF, a frente de Educação evoluiu por meio de uma parceria inédita firmada com o Instituto Ayrton Senna para ajudar a reduzir a defasagem educacional de milhares de estudantes durante a pandemia.

Sobre a BRF

Uma das maiores empresas de alimentos do mundo, a BRF está presente em mais de 127 países e é dona de marcas icônicas como Sadia, Perdigão e Qualy. Seu propósito é oferecer alimentos de qualidade cada vez mais saborosos e práticos, para pessoas e seus pets em todo o mundo, por meio da gestão sustentável de uma cadeia viva, longa e complexa, que proporciona vida melhor a todos, do campo à mesa. Pautada pelos compromissos fundamentais de segurança, qualidade e integridade, a Companhia baseia sua estratégia em uma visão de longo prazo e visa gerar valor para cerca de 100 mil colaboradores no mundo, mais de 300 mil clientes e aproximadamente 10 mil integrados no Brasil, todos os seus acionistas e para a sociedade.

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