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Saúde

Combate à dengue chega ao Bairro Alto e divisa de Pinhais no rio Atuba

Moradores do Bairro Alto recebem a partir desta quinta-feira (26/5) a sexta etapa do mutirão Curitiba sem Mosquito de 2022, uma ação conjunta das secretarias municipais da Saúde e do Meio Ambiente para evitar criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zyka e chikungunya.

A ação dessa vez contemplará uma região que margeia o Rio Atuba, no limite com o município de Pinhais. 

Essa é a primeira vez que a ação acontece de forma coordenada com outro município da região metropolitana.

“Nosso monitoramento tem mostrado aumento de focos de mosquito em áreas que são limites entre municípios, por isso, entendemos que as ações precisam ser integradas. Não adianta um lado realizar a limpeza e o outro não, porque obviamente o mosquito ultrapassa limites intermunicipais”, afirma a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Beatriz Battistella.

Esta é a segunda vez do ano que o mutirão passa pela Regional Boa Vista, umas das áreas com mais registros de focos do mosquito no município.

O Curitiba sem Mosquito também já esteve também este ano na Regional CIC, duas vezes no Tatuquara e duas no Boqueirão.

Só em 2022, foram coletadas mais de 235 toneladas de lixo e entulhos.

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Como funciona

Nesta quinta (26/5) e sexta-feira (27/5), os moradores da área onde ocorrerá a ação receberão visitas dos agentes de endemias da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) orientando que tipos de materiais podem ser descartados – tudo o que, ao relento, pode acumular água e ser usado como criadouro pelo Aedes aegypti.

Os moradores podem aproveitar o fim de semana para a separação.

Na segunda (30/5) e terça-feira (31/5), os caminhões do departamento de Limpeza Pública da Secretaria Municipal do Meio Ambiente passam pela região para recolher os entulhos.

Do outro lado da margem do Rio Atuba, a Prefeitura de Pinhais também organiza mutirões com dias e horários e agendas específicas.

DRONES

O drone é usando para vistoriar áreas de difícil acesso, como terrenos baldios cercados por muros, edificações altas e empresas com grande extensão.

Quando o agente identifica uma área de difícil acesso ele pode agendar a inspeção com o uso dessa tecnologia.

O drone faz a captura das imagens e em caso de identificação de situação risco – criadouros do mosquito – o proprietário é notificado para regularizar a situaçã

Período de risco

A coordenadora do programa municipal de Controle do Aedes de Curitiba, Tatiana Faraco, lembra que os cuidados para evitar a criação de mosquitos devem ser mantidos durante todo o ano.

“Normalmente, orientávamos intensificar os cuidados nos períodos mais quentes, mas observamos que o mosquito já se adaptou e a proliferação acontece mesmo com o clima mais frio”, alerta Tatiana.

A adesão da população aos mutirões, recebendo os agentes e fazendo os descartes adequados, é essencial para que a cidade mantenha o baixo índice de infestação do mosquito. Além de uniformizados e identificados, os agentes usam os EPIs recomendados e mantêm todas as medidas de prevenção do novo coronavírus.

“A população pode receber nossas equipes com segurança, além de uniformizados eles estão equipados com todos os EPIs recomendados pelo Ministério da Saúde”, diz Tatiana.

Em caso de dúvida, é possível ligar para o 156 para checar se aquele profissional realmente faz parte da equipe da SMS, todos os agentes estão identificados com crachás com suas credenciais profissionais.

Balanço

Até agora, neste ano, Curitiba confirmou 81 casos de dengue em moradores da cidade, todos eles importados – quando a pessoa contrai a doença durante viagens.

Nas inspeções de rotina, foram identificados, em 2022, 777 focos de Aedes aegypti na cidade. Isso não significa que esses mosquitos carreguem os vírus das doenças.

“Todo esse trabalho da Prefeitura é para evitar que o mosquito possa picar uma pessoa doente e passe a acontecer a transmissão autóctone, caso em que a doença se origina na cidade onde se mora”, alerta a coordenadora.

Dez passos para afastar o Aedes aegypti

1 – Mantenha bem tampados: caixas, tonéis e barris de água.
2 – Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira sempre bem fechada.
3 – Não jogue lixo em terrenos baldios.
4 – Se guardar garrafas de vidro ou plástico, mantenha sempre a boca para baixo.
5 – Não deixe a água da chuva acumular sobre a laje.
6 – Encha os pratinhos ou vasos de planta com areia até a borda.
7 – Se guardar pneus velhos, retire toda a água e mantenha-os em locais cobertos, protegidos da chuva.
8 – Limpe as calhas com frequência, evitando que galhos e folhas possam impedir a passagem da água.
9 – Lave com frequência, com água e sabão, os recipientes usados para guardar água, pelo menos uma vez por semana.
10 – Os vasos de plantas aquáticas devem ser lavados com água e sabão, toda semana. É importante trocar a água desses vasos com frequência.

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