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Dom Peruzzo pede a vereadores maturidade política

Destacando  o Dia de Nossa Senhora Aparecida e o Dia das Crianças, Dom José Antônio Peruzzo, arcebispo metropolitano de Curitiba, disse aos vereadores da capital que acredita numa retomada gradativa da vida e das celebrações nos templos.

Dado o contexto da pandemia, ele disse aos parlamentares que é preciso “dar uma resposta a Deus e ao povo”.

Dom José agradeceu ao presidente da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), Tico Kuzma (Pros), pelo convite para a sessão na véspera do feriado religioso.

Dom Peruzzo disse que, para ele, a CMC, “é um lugar como uma espécie de altar, mas não por se desenvolverem cultos religiosos, e, sim, de acordo com as tradições antropológicas mais antigas, por ser um lugar onde o homem oferece a Deus o melhor que tem de si mesmo”.

“É nesse sentido que eu gostaria de reconhecer [a CMC] como um lugar da santidade humana, não da [santidade] religiosa. Um lugar onde se busca o melhor para a humanidade”, ponderou, destacando que os curitibanos confiaram esse papel aos vereadores.

Dirigindo-se aos parlamentares, o bispo católico afirmou que a conduta ética dos vereadores é o testemunho que precisa ser dado em um ambiente como o Poder Legislativo.

“Aqui chegam todas as ideias, as nobres e as pobres, as sublimes e as míseras. Aqui é um lugar por excelência para que a grandeza tenha papel de testemunho. Para que a maturidade política se  desdobre em maturidade democrática. Conservar a legalidade e não desapontar quem tem direitos… Essa fronteira não é sempre fácil de definir”, continuou Dom Peruzzo.

“Enquanto eu vinha [para a CMC], ouvi uma estatística no rádio. De 2010 para 2019, os suicídios e tentativas de suicídio entre jovens e adolescentes cresceram 81%. Ninguém é capaz de dar resposta sozinho [a esse problema], nem governos, nem igreja, mas todos são chamados [a agir], em um grande horizonte de partilha”, exemplificou, defendendo que a capacidade de diálogo prevaleça sobre os confrontos e que o Poder Público “olhe com compaixão a população que mais precisa [dele]”.

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