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Estrada da Boiadera: falta 20 por cento das obras

A construção da rodovia que liga o Mato Grosso do Sul a Umuarama, passando por Icaraíma, ultrapassou o índice de conclusão de 80%.

Com o encaminhamento das últimas desapropriações necessárias, todo o trecho estará liberado para execução a partir de junho.

A previsão é que o antigo sonho da população da região seja materializado no segundo semestre deste ano, com a conclusão definitiva da pavimentação.

“Esse é um exemplo de uma obra estruturante que nós estamos tirando do papel. Desde que eu era molequinho e vinha para essa região com o meu pai, ouço falar da construção da Boiadeira. Uma estrada que só existia o traçado e por isso era marcada no mapa. Virou prioridade agora e será transformada em uma grande artéria do Noroeste, ligando o Mato Grosso do Sul até Umuarama, facilitando a conexão com cidades como Campo Mourão e Maringá”, disse o governador Carlos Massa Ratinho Junior, que sobrevoou a obra em visita à região.

São 46,91 quilômetros de implantação de asfalto no total, com início na divisa com o Mato Grosso do Sul, no distrito de Porto Camargo, em Icaraíma, até Umuarama.

O pacote contempla ainda dois contornos (Santa Eliza e Icaraíma) e obras de arte especiais, com investimento total de R$ 232,8 milhões, fruto de um convênio com a Itaipu Binacional.

Estão em execução, nesse momento, as obras de arte, como viadutos, pavimentação, terraplanagem e estruturação dos sistemas de drenagem.

“A estrada está bem avançada. É uma ligação com potencial fantástico de fomentar o turismo e resultar em mais desenvolvimento para o Noroeste. E não há mais dúvidas de que infraestrutura é essencial para gerar mais empregos”, destacou o governador.

Ele ressaltou que a restauração, implantação e pavimentação da Boiadeira é uma das intervenções mais emblemáticas em andamento no Paraná e que só saiu do papel graças à costura que resultou no convênio entre o Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR), o governo federal, via Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e a Itaipu Binacional.

DESAPROPRIAÇÕES – De acordo com a empreiteira responsável pela obra, são aproximadamente 280 processos de desapropriação.

Desses, 105 foram resolvidos no primeiro mutirão na Justiça Federal de Umuarama, em novembro do ano passado.

Outros 70 foram aqueles com impacto mais relevantes sobre a execução da obra, finalizados no segundo mutirão, na semana passada.

Há, ainda, cerca de 100 processos para serem concluídos.

A previsão é que um novo mutirão ocorra em junho e, assim, todos os processos serão regularizados.

“Meu sogro mora aqui há muitos anos, desde 1973, e sempre ouviu falar dessa obra. Mas sempre ficou no vai sair e não saía. Agora sim, está ficando tudo muito bom. No meu caso vai ajudar bastante no escoamento da safra”, disse o agricultor Carlos de Almeida Machado, que produz leite e mandioca no distrito de Santa Elisa, em Umuarama.

Ele e a família entraram em acordo e abriram mão de um pedaço do terreno em nome do bem comum e do desenvolvimento da região. Agora, serão vizinhos de um dos viadutos previstos para a rodovia. “É o progresso, vai ajudar todo mundo. E no nosso caso diminuímos a distância para o centro de Umuarama, ganhamos tempo”, explicou Carlos Henrique Freitas Machado, que ajuda o pai na lavoura.

BIOCEÂNICO – A rodovia ligará o Noroeste do Estado à cidade sul-mato-grossense de Porto Murtinho, ponto de conexão com o chamado Corredor Bioceânico, projeto multimodal que pretende unir os portos brasileiros de Paranaguá e Santos (SP) aos portos do Norte do Chile, no Oceano Pacífico.

A pavimentação da Boiadeira também possibilitará a interligação entre Campo Grande (MS) e o Porto de Antofagasta, no Chile

Isto vai reduzir em duas semanas duas semanas o tempo de viagem das exportações do Centro-Oeste do Brasil até países como China, Japão e Coreia do Sul.,

A estrada ajudará na atratividade de novos e importantes mercados do Pacífico, como Indonésia, Filipinas e Austrália.

“Nem sei o tanto de vezes que ouvi falar que a Boiadeira iria sair do papel. A cada campanha política surgia uma promessa diferente. Agora eu posso garantir: está saindo mesmo”, ressaltou o aposentado Marcos Santiago, morador da região desde 1962.

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