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Idoso limpa o lixo da enxurrada preso em pontilhão de madeira

Antônio Pereira Brasil limpa pequena pinguela de madeira

Calmo, resignado ( “Deus nos fez viver alguns dias sem água, agora manda água demais. Deus é quem regula o tempo”), Antônio Pereira Brasil limpa pequena pinguela de madeira no córrego que divide a Avenida Coronel, no encontro com a rua Vereador Nicolau Lange, que transbordou na tarde de segunda-feira e levou de roldão lixo e matagal das margens.

Segurando o guarda-chuva com a mão esquerda, limpou a passagem com pá, em movimentos lentos.

A água não entrou na minha casa, nem dos filhos que moram ao lado, porém chegou pertinho. Judiou de muita gente na região porque o córrego encheu e a água represou no encontro com o rio Bacacheri, voltando e se espalhando por terrenos, ruas e invadindo casas.  Os bombeiros estiveram aqui com barcos infláveis e ajudaram algumas pessoas. Há muito tempo esperamos uma solução para evitar enchentes, porém não olham para o nosso problema com carinho. Esta foi a pior enchente que vi aqui“.

Antônio é aposentado, veio de Pernambuco com17 anos e trabalhou na URBS durante os 14 nos que antecederam a aposentadoria.

Quando vão tirar o povo daqui?“, pergunta.

O pontilhão de madeira está danificado, num lado tem parapeito, o outro está desprotegido, a travessia é perigosa.

Alguns constroem, outros destroem, depois leva-se muito tempo para arrumar de novo e a gente se acostuma porque sem esta passagem a volta para ir do outro lado era muito grande“, observa.

A região abriga uma das grandes invasões de Curitiba, Vila Joanita.

O córrego atravessa a avenida Victor Ferreira do Amaral, com canalização e margens limpas até passar por baixo da avenida, depois, mato e sujeira.

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