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IGP-M é o índice padrão de mercado para correção dos alugueis, mas não é o único

O IGP-M acumulou no último ano uma alta superior aos 30%, quatro vezes o valor do índice oficial de inflação medida pelo IPCA.

A diferença acontece porque, enquanto o IPCA considera apenas os preços aplicados em locais usados diretamente pelo consumidor final, como supermercados e o comércio em geral, o IGP-M considera também itens industriais e agropecuários, que são fortemente influenciados pela alta do dólar.

O resultado é uma notícia desagradável para inquilinos de imóveis tanto residenciais quanto comerciais, já que o IGP-M é o principal indexador usado para corrigir anualmente o valor dos aluguéis. Aluguéis de escritórios, mensalidades de cursos e academias e contratos entre indústria e fornecedores são outros que também utilizam largamente o IGP-M para correção.

Para não levar um susto quando do reajuste do contrato, a sugestão é que o inquilino procure o proprietário e renegocie esse valor, uma vez que não existe uma obrigatoriedade que o índice de correção dos alugueis seja necessariamente o IGP-M.

Outros índices, tais como INPC e IPCA, que refletem a variação da inflação do período também são muito usados nos contratos e no último ano acumularam alta inferior aos 10%.

Qualquer contrato pode também sempre ser revisto a qualquer momento, para, por exemplo, mudar o índice de correção anual. Basta que a mudança seja discutida e acordada entre as partes.

Os índices de inflação ligados ao consumidor, como o IPCA e o INPC, têm uma aderência muito maior à economia doméstica. Como verificam só o preço dos produtos consumidos no dia a dia, tendem a subir mais quando a economia e o consumo também estão em alta. Além disso, são eles também que reajustam os salários dos trabalhadores e benefícios como aposentadorias e pensões, por exemplo.

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