Saúde

Índice do Instituto Votorantim aponta Curitiba como a 5ª capital mais eficaz no combate à Covid-19

Curitiba é a quinta capital brasileira mais eficaz no enfrentamento à Covid-19 no Brasil, de acordo com a atualização do Índice de Vulnerabilidade Municipal (IVM), que acaba de ser lançada pelo Instituto Votorantim.
O IVM classifica todos os municípios brasileiros em relação ao seu grau de vulnerabilidade aos efeitos da pandemia. A consulta e o uso do índice são livres e gratuitos. Os dados podem ser acessados no site https://www.institutovotorantim.org.br/municipioscontraocorona/ivm/.
“O objetivo é apoiar gestores públicos e privados no enfrentamento da pandemia, pois acreditamos que o acesso à informação é fundamental para a sociedade enfrentar os efeitos da Covid-19”, afirma Cloves Carvalho, diretor presidente do Instituto Votorantim.

A primeira edição do Índice de Vulnerabilidade dos Municípios (IVM) havia sido lançada em maio do ano passado.

Agora, o IVM evoluiu para uma versão ainda mais precisa e, neste ano, passou a considerar em sua composição o Índice de Eficácia no Enfrentamento da Pandemia de Covid (IEEP), que mensura o resultado das ações de cada cidade brasileira para combater o novo coronavírus.
O índice se baseia na diferença entre o número de mortes por Covid-19 ocorridos em um município e o número de óbitos que seria esperado (é possível estabelecer esse parâmetro com cálculos baseados nas características de cada município, como o tamanho e perfil da população, sua estrutura de saúde e o estado).

A maior eficácia pode ser atribuída a medidas implementadas pelos gestores públicos, como distanciamento social, rastreabilidade de casos, orientações preventivas, assistência social e outras.

“A forma como a população aderiu às recomendações das autoridades também influencia os resultados, mas tudo começa com as medidas tomadas pelos gestores”, explica Rafael Gioielli, gerente-geral do Instituto Votorantim. “O IEEP ajudará a identificar quais medidas os municípios mais eficazes tomaram e quais foram mais sustentáveis ao longo dos meses. Olhando para o futuro, contribui para disseminar boas práticas”, completa.

As capitais mais e menos eficazes do país para evitar mortes

Entre as capitais, os resultados do IEEP indicam que as cinco mais eficazes no combate à pandemia são:

1a. – Florianópolis (SC) – IEEP: 0,831
2ª. – São Paulo (SP) – IEEP: 0,786
3ª. – Palmas (TO) – IEEP: 0,749
4ª – Belo Horizonte (MG) – IEEP: 0,748
5ª. – Curitiba (PR) – IEEP: 0,715

As menos eficazes são (sendo a primeira posição a da cidade com maior número de mortes em relação ao que era esperado):

1ª. – Cuiabá (MT) – IEEP: 0,568
2ª – Manaus (AM) – IEEP: 0,574
3ª – Porto Velho (RO) – IEEP: 0,575
4ª. – João Pessoa (PB) – IEEP: 0,580
5ª. – Rio de Janeiro (RJ) – IEEP: 0,595

As cidades mais e menos eficazes do país para evitar mortes

Os resultados do IEEP apontam que as três cidades com maior eficácia no combate à Covid-19 são de pequeno porte, com menos de 5 mil habitantes.
São elas, pela ordem: Araguainha, no Mato Grosso; São João do Pau d’Alho, em São Paulo; e Mariana Pimentel, no Rio Grande do Sul.
Já as três cidades com menor eficácia no combate à pandemia são nesta ordem: Lagoa do Mato, no Maranhão; Marema, em Santa Catarina; e Meridiano, em São Paulo.

Principais descobertas do IVM
Na realização desta nova edição do IVM, destacam-se algumas descobertas:

Ao contrário do que se poderia esperar, municípios menos vulneráveis do ponto de vista econômico tenderam a registrar proporcionalmente mais mortes pelo novo coronavírus.
“Os números parecem mostrar que, em regiões de maior pujança econômica, apesar de menos vulnerável, a população ficou mais exposta ao vírus, devido a manutenção das rotinas de trabalho”, avalia Gioielli.

A maior a disponibilidade de leitos hospitalares e UTIs também esteve relacionada a um maior saldo de mortes.

O percentual de leitos ocupados (enfermaria e UTI) foi largamente utilizado por prefeitos e governadores para definir a abertura ou o fechamento da economia.
Isso pode ter levado a uma maior tolerância a níveis mais altos de contágio.
“É possível questionar a ideia de que as medidas de isolamento possam ser menos rigorosas enquanto houver maior disponibilidade de leitos de UTI”, afirma Gioielli.

Na média, quanto maior a proporção de idosos ou quanto maior a população inscrita no cadastro único, maior foi o número relativo de óbitos.

Da mesma maneira, quanto maiores a densidade demográfica, maior também foi o número relativo de mortes.
Como era esperado, ser mais vulnerável não implica necessariamente em um resultado pior. As medidas de enfrentamento da pandemia assumem peso relevante no saldo de mortes.

As capitais brasileiras mais e menos vulneráveis à pandemia em 2021

As cinco capitais com menor vulnerabilidade à pandemia são:
1ª. Florianópolis (SC) – IVM: 29,96
2a. Porto Velho (RO) – IVM: 36,80
3a. Palmas (TO) – IVM: 36,99
4a. Cuiabá (MT) – IVM: 38,22
5a. São Luís (MA) – IVM: 38,68

Já as cinco capitais mais vulneráveis à pandemia são (a primeira posição correspondente à cidade com maior fragilidade):

1ª. Belém (PA) – IVM: 58,70
2ª. Maceió (AL) – IVM: 53,33
3ª. Rio de Janeiro (RJ) – IVM: 52,96
4ª. Fortaleza (CE) – IVM: 51,08
5ª. Natal (RN) — IVM: 49,39

As cidades brasileiras mais e menos vulneráveis à pandemia em 2021
As três cidades do país com menor índice de vulnerabilidade aos efeitos da pandemia são, pela ordem: Gavião Peixoto (SP), Florianópolis (SC) e Santa Rita do Trivelato (MT). Em maio de 2020, essas cidades ocupavam respectivamente as posições de números 10, 12, 78.

Já na contramão, as três cidades com maior índice de vulnerabilidade são, nesta ordem, Barra do Piraí (RJ), Araruama (RJ) e Cidreira (RS). Em maio do ano passado, essas três cidades ocupavam respectivamente as posições de números 2196, 3943, 3294.

As três cidades com o menor índice de vulnerabilidade em maio de 2020, que foram Colina (SP) — 1ª posição, São Bernardo do Campo (SP) e Nova Lima (MG), ocupando respectivamente o 2º e o 3º lugares, alcançaram as seguintes posições no novo IVM: 327ª, 151ª, 53ª.

A cidade com maior índice de vulnerabilidade em maio de 2020, Mojuí dos Campos, no estado do Pará, não entrou no ranking em 2021 devido à falta de dados; Wanderley e Ibirataia, ambas na Bahia (2ª e 3ª posições, respectivamente em 2020) alcançaram as seguintes posições no novo IVM: 5073ª e 5532ª.

Sobre o Instituto Votorantim
Centro de inteligência aplicada que desenvolve soluções socioambientais que geram valor para a sociedade. Criado em 2002, desenvolveu-se como o núcleo de inteligência social das empresas investidas da Votorantim S.A. e promove benefícios socioambientais. Está à frente de ações em mais de cem municípios de todo o Brasil e ainda na Colômbia, na Argentina e no Peru.

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