Saúde

Junta… Junta, que morrem mais pessoas…

De fato, o ser humano é algo totalmente incompreensível e assustador. Pelas atitudes de hoje, o “não pode” virou “ok”. Pode tudo. Não se dá mais atenção para normas e leis, pouco menos para orientações de quem se preocupa com a saúde da população. Basta ver as aglomerações que continuam acontecendo, mesmo com o vírus circulando e apresentando maior grau de contágio no país todo. Inclusive, com a variação da cepa, o que é mais grave ainda. Parece que uma voz vinda não se sabe de onde, diz a todos: junta…..junta que morrem mais pessoas…..é o que parece, considerando as notícias de norte a sul do país. Juntar 1.500 fieis em um culto, com todo o respeito, é loucura e entra para a turma dos inconcebíveis.

foto: Eliandro Santana

Isto aconteceu em Curitiba, conforme noticiado pela imprensa estadual e nacional. O pastor deve ter dito que Deus estava com saudades do seu povo. Só pode ter sido isto. Ou ele deve ter comentando que quem estivesse no culto, estaria imune ao vírus, sabe-se lá. O fato é que o “não pode” virou pó. As pessoas parece que fazem questão de serem contra, de se aglomerarem, de se juntarem. Então, junta que morrem mais pessoas. Este é o fato. Ainda não temos a eficácia da vacinação e nem remédio para o vírus, pos a vacina é uma coisa e remédio é outra. E pelo visto, vai demorar para que consigamos respirar aliviados e sem máscaras. Acredito que até o final do ano ainda estaremos sujeitos a tudo isto. Portanto, ao sabemos de aglomerações seja onde forem, sejamos prudentes e evitemos chegar perto. Não é desta forma que voltaremos à normalidade. E quando lermos que “não pode”, não pode mesmo. Vamos torcer para que a capacidade do povo melhore no entendimento dos procedimentos para evitar o vírus e combater a contaminação. E quem quiser orar e homenagear a Deus, pode fazer isto em casa, no trabalho, na rua, onde for. Não precisa reunir 1.500 pessoas para que Deus fique feliz. Ou para garantir o dízimo, conforme disseram alguns. Que pena.

Costa Kotzias – Formado pela PUC/PR – Publicitário, redator, professor de português, professor de propaganda ideológica, analista de comunicação, palestrante sobre mkt no varejo, cronista, autor de colunas em jornais.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Botão Voltar ao topo