Cidadania

Kits alimentação das escolas municipais serão entregues na semana que vem

As famílias de crianças e estudantes da rede municipal de ensino deverão retirar os kits de alimentação escolar entre os dias 19 e 23 de julho, conforme cronograma organizado por regional (veja abaixo).

Apesar do recesso, o kit será entregue completo para as famílias.

O fornecimento é feito diretamente na unidade onde a criança está matriculada.

O fornecimento busca suprir as necessidades nutricionais de crianças e estudantes enquanto durar o ensino remoto, instituído em 2020 devido à pandemia da covid-19. Já foram entregues, desde o início do período de isolamento social, mais de 1,2 milhão de kits.

Cada kit inclui arroz, feijão, óleo, farinha de trigo, fubá, leite em pó, frutas e legumes (os hortifrútis variam conforme a estação).

Têm direito à alimentação escolar todas as famílias com filhos matriculados na rede municipal de ensino de Curitiba – escolas, Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e Centros de Educação Infantil (CEIs) contratados. Neste último caso, apenas para as crianças que entram em vagas ofertadas pela Prefeitura.

É fornecido um kit por estudante, ou seja, se são três filhos, os pais ou responsáveis recebem três kits.

As retiradas são organizadas pelas equipes das unidades dentro das normas sanitárias necessárias na pandemia, com distanciamento social, uso de máscara e higienização das mãos.

Para garantir a segurança de todos, as unidades estão equipadas com tapetes sanitizantes e totens de álcool gel.

Formulário

Quem tiver dificuldade de preencher o formulário de escolha entre os formatos remoto ou híbrido poderá solicitar ajuda nas unidades de ensino durante a semana de entrega de kits. O formulário ficará disponível na página da Educação a partir do dia 19/7.

Dias das entregas por regional

Segunda-feira (19/7): Santa Felicidade e Boa Vista

Terça-feira (20/7): Bairro Novo e Portão

Quarta (21/7): CIC e Matriz

Quinta (22/7): Tatuquara e Pinheirinho

Sexta (23/7): Boqueirão e Cajuru

“A assimetria dos níveis e a diversidade de espécies, integrando flores e plantas ornamentais, árvores de pequeno porte, hortaliças, frutas, temperos, ervas medicinais, plantas comestíveis não convencionais (pancs) e flores comestíveis, são o segredo. Parece que tudo nasceu espontaneamente em meio ao jardim”, conta a arquiteta e paisagista Beatriz Boell, integrante do coletivo.

Nesse tipo de projeto de agricultura urbana, que une agroecologia, princípios do feng shui, arquitetura e até agricultura indígena, o objetivo é propiciar uma alimentação saudável e estimular todos os sentidos: tato, olfato, paladar, audição e visão.

“O aroma das ervas e dos temperos, por exemplo, desperta o olfato e pode trazer à tona boas recordações e sentimentos”, afirma Arthur Ferreira, produtor cultural, agricultor e também integrante do coletivo.

Equilíbrio e harmonia

Um jardim comestível tem ainda um papel de equilibrar ambientes e harmonizar as pessoas.

Para isso, o local pode receber “ilhas de diversidade” de plantas, com canteiros trazendo plantas de proteção (como espada-de-são-jorge e arruda) e conceitos do feng shui, que criam um verdadeiro “oasis” no jardim da casa.

O uso de materiais naturais reciclados, como bolachas de toras de madeira descartadas que se transformam em caminhos no jardim e troncos ou pedras que são ressignificados como taludes de proteção de canteiros, também faz parte do conceito foodscaping.

De acordo com Marcelo Silvério, engenheiro agrônomo do coletivo, a proposta do jardim comestível pode ser aplicada em espaços de todos os tamanhos.

“Desde quintais até varandas dentro de apartamentos. A ideia não é criar uma grande plantação e sim ter um espaço que embeleza o ambiente dentro do conceito agroecológico, usando plantas adequadas para a culinária, e que tragam harmonia e também forneçam pólen e néctar que atraem uma variedade de insetos, como formigas, abelhas e borboletas”, salienta ele.

Silvério explica que são várias as opções de plantas possíveis para se cultivar em um jardim comestível. Entre hortaliças, ervas e condimentos, as mais fáceis de cuidar são o alecrim, o hortelã, a salsa, o tomilho, o manjericão. As pimentas também se desenvolvem facilmente.

“Há ainda flores e espécies comestíveis pouco conhecidas como ora-pro-nóbis e peixinho da horta, que compõem receitas criativas”, acrescenta o agroecologista.

Cursos

Além de implantar o jardim comestível experimental na Fazenda Urbana, o Coletivo Agroecologia em Movimento também pretende inspirar os curitibanos a cultivarem seus próprios alimentos oferecendo capacitações gratuitas.

Cursos sobre cultivo agroecológico, consumo consciente e uso integral de alimentos serão ministrados pelos integrantes do grupo no próprio espaço da Prefeitura, que por enquanto está fechado para visitação devido à pandemia.

Luiz Gusi, secretário municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, explica que o apoio ao desenvolvimento de novas tecnologias e práticas agrícolas sustentáveis, como o jardim comestível, integra as bases da Fazenda Urbana de Curitiba.

“No espaço da Prefeitura, estão sendo compartilhadas soluções de manejo agrícola consciente, que ajudam a melhorar a produção de alimentos, reduzir custos, conscientizar sobre o problema do desperdício de alimentos e também recuperar o contato do homem à terra”, afirma ele.

 

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