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Empreendedorismo

Kuga é a aposta mundial da Ford

O Brasil terá apenas automóveis Ford importados, começando com carro híbrido plug-in

A Ford anunciou o fechamento das suas três fábricas no Brasil, encerrando a produção de veículos no País, e indicou que vai trabalhar eletrificação e carros de maior valor agregado, .como as SUVs e camionetes, vendendo aqui a Ranger, fabricada na Argentina.

No comunicado do Ministério da Fazenda a decisão é retratada como “global e estratégica” da empresa e “destoa da forte recuperação observada na maioria dos setores da indústria no país, muitos já registrando resultados superiores ao período pré-crise“.

O Brasil terá apenas  automóveis Ford importados, começando com carro híbrido plug in.

Segundo Alessandro Reis, colunista do UOL Automóveis, a Ford “não informa qual será este modelo, que deve estrear nos próximos meses para completar o portfólio enxuto da empresa, que ficará ainda menor com a saída de linha de Ka, Ka Sedan e EcoSport – até então os únicos modelos nacionais da oval azul.”

Embora a montadora ainda faça mistério, nossas apostas são de que o híbrido plug-in que está a caminho do Brasil é o Escape, já disponível na Argentina com o nome Kuga – mesma nomenclatura utilizada no mercado europeu.

O Escape, nome utilizado no mercado norte-americano, nada mais é do que a versão SUV do Focus europeu, que está em uma geração acima daquele vendido aqui e que saiu de linha em junho no ano passado, após o encerramento da produção na Argentina.

A novidade reúne atributos de eletrificação e tecnologia que vão marcar a nova era da Ford em nosso mercado, onde a fabricante irá deixar de lado os modelos compactos, mais simples e acessíveis, para focar veículos “com maior valor agregado” – ou seja, SUVs e picapes.

Quanto à eletrificação, o Escape/Kuga a ser vendido aqui é diferente do comercializado no país vizinho e nos EUA, cujas baterias são recarregadas exclusivamente nas desacelerações e por meio do motor a combustão.

O “nosso” Escape deverá vir da Europa, onde acaba de ser lançada a versão híbrida plug-in, que se diferencia por trazer baterias maiores, que são recarregadas também em uma tomada, como em veículos 100% elétricos. Naquele mercado, essa configuração já está disponível para encomenda, com entregas programadas para este ano.

Diferentemente do Kuga “argentino”, o “nosso” pode rodar apenas com eletricidade a uma distância de até 56 km. Combina motor 2.5 a gasolina com outro elétrico, com tração dianteira ou integral. A potência combinada é de 225 cv.

A parte tecnológica e de conectividade está em itens opcionais como head-up display, que projeta informações na altura do para-brisa; e assistentes de condução que incluem controle de velocidade de cruzeiro adaptativo, leitura de placas de trânsito, sensor de ponto cego e estacionamento automático.

A parte de conectividade também está bem representada, com internet 4G dedicada, roteador Wi-Fi para até dez dispositivos e a possibilidade de operar ou monitorar funções do carro diretamente de um aplicativo no telefone celular.”

Já o site tecmundo.com.br aponta a eletrificaçao como principal causa da saída da Ford:.

” A estratégia da montadora americana, segundo o presidente do Grupo Ford para Américas e Mercados Internacionais, Kumar Galhotra, é “fornecer veículos elétricos capazes e acessíveis ao coração do mercado de varejo e comercial, em vez de veículos de luxo que custam seis dígitos”.

Como o mercado de elétricos no Brasil ainda é insignificante a nível global, e o governo não dá nenhum sinal de que pretende ajudar a acelerar a transição para o novo modelo de transporte individual, as iniciativas da Ford por aqui simplesmente perderam sentido.

Outro problema: a Ford demorou muito para levar a corrida pelo carro elétrico a sério. O único projeto competitivo de carro 100% elétrico que a marca conseguiu colocar nas ruas até agora é o Mustang Mach-e, mas ele acabou de chegar ao mercado no finzinho de 2020. A empresa ainda tem uma van elétrica, a e-Transit, chegando e uma F-150 elétrica em desenvolvimento. Mas é apenas isso.

Agora, com líderes de mercado já estabelecidas, como a Tesla, e gigantes como a Volkswagen investindo bilhões de dólares para migrar 100% da sua produção para o meio elétrico, há muito pouco o que a Ford possa fazer a não ser uma reestruturação global para escapar de um possível desaparecimento.

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