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Política

Ministério da Defesa considera “ofensa grave” fala do Ministro Barroso para evento na Alemanha

 

“O Ministério da Defesa repudia qualquer ilação ou insinuação, sem provas, de que elas teriam recebido suposta orientação para efetuar ações contrárias aos princípios da democracia.”

“Afirmar que as Forças Armadas foram orientadas a atacar o sistema eleitoral, ainda mais sem a apresentação de qualquer prova ou evidência de quem orientou ou como isso aconteceu, é irresponsável e constitui-se em ofensa grave a essas instituições nacionais permanentes do Estado brasileiro”, diz a nota. “Além disso, afeta a ética, a harmonia e o respeito entre as instituições.”

Ao serem convidadas para participar da Comissão de Transparência das Eleições, do TSE, as Forças Armadas apresentaram propostas “colaborativas, plausíveis e exequíveis”, segundo o ministro da Defesa.

A nota do atual ministro da Defesa afirma ainda que as propostas dos militares são “calcadas em acurado estudo técnico realizado por uma equipe de especialistas, para aprimorar a segurança e a transparência do sistema eleitoral”. O que foi proposto ainda está sob análise do TSE, disse o ministro.

“As eleições são questão de soberania e segurança nacional, portanto, do interesse de todos”, afirmou a nota, destacando avaliações positivas que as Forças Armadas recebem da população, de acordo com pesquisas.

MOTIVO
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As Forças Armadas estão sendo orientadas a atacar o processo eleitoral brasileiro e tentar desacreditá-lo, afirmou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso no evento Brasil Summit Europe 2022, promovido pela Hertie School, de Berlim. 

Ele alertou também para as tentativas de politização dos militares, que chamou de “ameaça real à democracia” e “retrocesso cucaracha”, dizendo que foi o caminho que levou a Venezuela à ruína.
Ainda na presidência do TSE, Barroso convidou um militar para integrar a Comissão de Transparência das Eleições.
O ministro da Defesa, Walter Braga Netto, designou o comandante de Defesa Cibernética, Heber Garcia Portella, para a função.
Questionamentos feitos ao sistema não foram respondidos pelo TSE, que adotou sigilo e não revelou quais são.

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