Saúde

Morador do Bairro Alto é o principal fiscal do uso do dinheiro da saúde em Curitiba

Adilson Tremura, morador do Bairro Alto, é o fiscal maior, função exercida pelo cargo de presidente do Conselho Municipal de Saúde

Num sobrado do Bairro Alto é feito o controle da arrecadação municipal e os gastos com saúde pública, a aplicação dos recursos em pessoal, custeio, compras de remédios, investimentos físicos e contratação de leitos de UTIs para enfrentar coronavírus.

Nada escapa, inclusive as despesas para o isolamento do pessoal de saúde em hotéis para tratar da contaminação. Adilson Tremura, morador do Bairro Alto,  é o fiscal maior, função exercida pelo cargo de presidente do Conselho Municipal de Saúde.

Experiente, completa no final da atual gestão dez anos de mandato, não é cargo comissionado, nem de concurso público, a eleição é feita no âmbito da representatividade integrada por  usuários ( 50 por cento), trabalhadores da saúde ( 25 por cento), gestores ( 12,5 por cento) e prestadores de serviços ( 12,5por cento). Adilson Tremura representa a comunidade como presidente do Conselho de Segurança do Bairro Alto e é também presidente do Conselho Loca\l de Saúde.

Reuniões virtuais para análise do desempenho financeiro da saúde.

Curitiba tem gestão organizada, inclusive neste momento delicado da pandemia, com médicos, enfermeiros e outros profissionais trabalhando muito ou afastados por que pertencem a grupos de riscos. Há contaminações que requerem cuidados especiais deste pessoal, para proteção da família e de colegas de trabalho, com o isolamento em hotéis. O Hospital e Maternidade Bairro Novo fechou e só atende convid 19. As grávidas passaram  para atendimentos no Hospital Evangélico Mackenzie. Estas decisões, o orçamento total,  são avaliados pelo Conselho, integrado por 36 membros titulares, que também fiscalizam o trabalho das Unidades de Pronto Atendimento.

Na última audiência na Câmara Municipal para apresentar relatório dos trabalhos na Secretaria Municipal de Saúde, a secretária Marcia Huçulak o balanço do segundo quadrimestre de 2020.

Dos R$ 703.266.075,5 executados no período, R$ 92.443.880,69 (13,1%) foram investidos em ações específicas de enfrentamento à covid-19, contra R$ 13.578.398,37 aplicados no combate à pandemia entre janeiro e abril.

O orçamento total para enfrentamento da Covid 19 é de 331 milhões de reais, 296 mil do Governo Federal, 19 milhões recursos municipais e 19 milhões oriundos de transferências do governo estadual. O detalhamento da origem e das despesas exige participação do conselho, que atua na formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde em Curitiba, nos aspectos econômicos e financeiros.

A atual gestão da Prefeitura Municipal criou comitê de crise , com a participação do prefeito, secretária da saúde e dois funcionários. O Conselho reivindica na justiça o direito de participar do comitê, com direito a voz ou a nível de observador.

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