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Morre jornalista Cícero Cattani

O jornalista Cícero Cattani morreu neste domingo, no Hospital Nossa Senhora das Graças, onde esteve internado para tratar de diversas doenças crônicas

Cattani, 81 anos, começou a carreira de jornalista no Última Hora, a convite de Samuel Wainer. Desde então, começou a viver e respirar política, tendo oportunidade inclusive de adiantar pessoalmente ao presidente Jânio Quadros a conspiração que levou à sua renúncia.

Depois passou pelas redações do Agora, O Estado do Paraná, Diário do Paraná, rede CNT e coordenou a assessoria de comunicação de diversos órgãos públicos, como os Portos do Paraná.

Como muitos jornalistas da sua época, foi preso político e banido das redações. A causa das prisões sempre deu orgulho a ele: ser “subversivo”, contra o regime militar e favor da liberdade de expressão.

Ele trabalhou no Correio de Notícias e terminou dono do lendário jornal, que abrigou os maiores nomes do jornalismo paranaense e nacional.

Com a venda da empresa, fundou o hora H, tabloide com capas trabalhadas e manchetes marcantes. O jornal também tinha uma versão online, pioneira na época.

Vivendo a notícia e a política 24 horas por dia, participou de inúmeras campanhas eleitorais e teve relações amistosas – e às vezes hostis – com todos os últimos governantes do Paraná.

Nos últimos anos, manteve um blog que lhe rendeu muitos acessos e também ações judiciais. Era fã do Twitter e esteve nas redes sociais e ligado na GloboNews até seu último momento.

Em vídeo disponível no Youtube, ele relatou a própria história e os momentos que viveu sob a ditadura militar:

VIDA PESSOAL DE CICERO CATTANI

O jornalista deixa a esposa, também jornalista Carmen, com quem esteve casado por 52 anos. Ficam os filhos Cicero Eduardo; pai das netas Anna Helena, Anna Heloísa e Anna Beatriz; e a bisneta Helena, de seis anos.

A também jornalista Carolina e a neta mais velha, Bruna. E Bianca, a filha caçula e mãe do Valentim, de um ano e nove meses, que morou junto e curtiu muito o avô até o final.

Cicero é natural de Santiago (RS) e com os pais Vitório e Erci foi para São Paulo e depois para o Paraná, onde fixou residência em Curitiba.

Com a morte precoce do pai, precisou sustentar a mãe e os cinco irmãos. Ele dizia – e os filhos sempre duvidaram – que até em circo trabalhou.

( Com informações do Paraná Portal)

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