Pet

Pesquisa aponta que as relações com os animais de estimação foram alteradas durante a pandemia

A pandemia influenciou questões de relacionamento e convivência não só entre as pessoas, mas também com os animais de estimação.

Na pesquisa “Pets em Casa”, realizada pela Hibou – empresa de pesquisa e monitoramento de mercado e consumo – fica clara como a relação entre humanos e pets foi impactada.

Hábitos de compra, comportamento e consumo também foram alterados.

Os bichinhos se tornaram essenciais por se apresentarem como companhia e apoio emocional durante o período de isolamento social. Outro recorte da amostra é sobre a percepção da violência contra os animais e as possíveis penalidades.

“Ter um pet é sempre um aprendizado constante e onde a parte afetiva tem uma grande força. A relação entre humanos e animais se traduz em companheirismo, carinho e parceria, seja para exercícios ou momentos de descontração. Cuidar de um outro ser envolve atenção, dedicação e pode resultar em felicidade e bem-estar”, afirma Ligia Mello, sócia da Hibou.

Segundo o estudo realizado em julho/21, que teve como filtro pessoas que possuem animais domésticos em casa, a maioria dos entrevistados possuem cachorros (87,9%), seguido por gatos (33,7%), pássaros (11%), roedores e répteis (2,5% e 2,6%, respectivamente). 0,2% afirmaram ter o porco como seu animal de estimação. Entre os animais em que a castração se aplica, estão 83,6%.

Comportamento com o pet durante o isolamento social

O fator do distanciamento social acentuou a parceria durante a rotina e aumentou a possibilidade de aproveitar o companheiro em casa.

Durante o período, 17% dos entrevistados afirmaram terem adotado um pet.

Tanto para estes quanto para os que já possuíam seus animais, eles representaram um suporte emocional em tempos de pandemia.

A frase foi apontada por 54,9% como afirmativa que mais fez sentido durante esse tempo. 48,9% das pessoas informaram que se apegaram mais aos seus pets, devido ao maior convívio. E para os animais, a companhia também foi importante, pois 33,1% das pessoas notaram que seus bichinhos ficaram mais calmos.

Além disso, as atividades cotidianas foram readaptadas durante a pandemia. Os passeios acontecem/aconteceram em horários alternativos para 29,8%; para 18,9%, os pets foram companhias para os exercícios físicos; e 19,1% descobriram novas brincadeiras para fazer em casa e entreter o pet. Diversão para todos!

Um pet em minha vida

A maior parcela dos respondentes informou que possui seus pets há mais de 10 anos (54,3%). Os que cuidam ou têm bichos entre 5 e 10 anos representam 20,6%; enquanto aqueles que lidam com animais de estimação entre 3 e 5 anos são formados por 12,8%. 10,3% têm seus animais entre 1 e 3 anos, e apenas 0,2% há menos de um ano.

De toda a amostra, uma grande porcentagem chama a atenção, 66% dos pets foram adotados em ONGs ou retirados das ruas, ganhando um novo tutor. 30,7% afirmaram que receberam seus animais vindos de familiares ou amigos, e 25,8% declararam a compra de seus pets.

“Essa mudança de comportamento relacionada à adoção é muito importante pois no Brasil existem muitos animais em situação de rua. Há também aqueles que são resgatados por protetores independentes ou ONGs e que nunca são adotados por serem adultos ou não serem de raça. Adotar um animal doméstico é um comportamento que precisa crescer cada vez mais e possibilitar a todos um lar“, comenta Ligia Mello, coordenadora da pesquisa.

Quando abordados sobre onde seu pet pode dormir, a maior parte deles têm toda a casa liberada (63,8%).

Algumas famílias permitem o acesso para o sono dos bichinhos à sala e a outros ambientes sociais (36,4%) da casa.

Uma parte dos entrevistados ensinou aos seus pets a dormirem em suas caminhas (36,3%), mas os quartos também são liberados por 35,4% dos respondentes.

Há aqueles bichinhos que conquistaram ainda mais espaço, que podem usufruir de sofás (29,4%) e camas (24,5%). Já o quintal (23,6%), como ambiente para os pets dormirem, ocupa a última posição neste ranking.

Compra & Consumo Pet

Os serviços de assinaturas para serviços relacionados aos animais de estimação ainda é pouco utilizado entre os donos de pets. 72,8% não possui nenhuma assinatura ou plano mensal para seus bichos.

Entre os que possuem algum serviço mensal, a maioria é de ração (11,8%), seguido por 7,3% de petshop (banho, tosa ou daycare).

Remédio/vermífugo/anti-pulga e Saúde (veterinário/hospitalar), são 3,5% e 3,6%, respectivamente. Brinquedos, acessórios (coleira, cama, saquinho de lixo) e comida pronta, representam juntos menos de 3,5%.

Para diminuir as saídas de casa, 13,7% declararam que reduziram os banhos em petshops.

Ainda assim, 56% revelaram que mantém suas compras em petshops de bairro; 47,2% em grandes lojas físicas ou redes especializadas para pets; 18,6% em supermercados/mercados físicos comuns; e 12,1% fazem suas compras de pequenos produtores/empreendedores de produtos para animais.

As compras em aplicativos e via internet também foram citadas. 28,5% informaram que adquirem produtos para seus pets em plataformas digitais especializadas; 5,6% em mercados/supermercados online; e 4,8% em apps de delivery.

Quanto aos custos mensais, a moda de gastos fica em torno de R$300, sendo que cerca de 42% informaram gastos entre R$251 e R$500 para cuidar de seus animais. 23% têm custos entre R$151 e R$250; 18% gastam de R$51 a R$150; 13% investe de R$501 a R$1000; 2% gasta entre R$1001 e R$1500, a mesma porcentagem gasta entre R$1501 e R$2000.

Outros 2% dos entrevistados afirmam ter um custo baixo de até R$50, por mês, para cuidar de seus pets.

Direitos dos animais

Os entrevistados foram questionados sobre quais deveriam ser as penas para crime de maus tratos contra animais e poderiam responder mais de uma penalidade. 69,5% afirmaram que deveria haver prisão e ser crime inafiançável; 64,1% pensam que os agressores não poderiam ter animais; 40,3% deveriam cumprir pena na prisão; para 36,2%, os infratores deveriam fazer serviço comunitário em ONG de animais; 22,8% declararam que o ideal seria ter pagamento de cesta básica ou multa; 13,9% indicaram que a prestação de serviço comunitário em ONG de outros objetivos seria uma alternativa.

Apenas 0,4% declarou que não acredita que maus tratos aos animais deveria ser crime. É importante lembrar que tramita a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, em que são citadas as sanções a quem comete algum ato violento contra animais.

Quanto aos testes em animais, 62% disseram não conhecer nenhuma marca que teste em bichos. Porém 70,5% afirmaram que param de comprar da marca assim que tomam conhecimento da prática; há aqueles que se engajam para divulgar para que mais pessoas boicotem a empresa (25,1%), sendo que 18,8% posta nas redes sociais para disseminar a informação entre seus seguidores. 20,1% declararam que param de comprar e se desfazem do que já tem em casa; 17,2% procuram saber mais sobre os testes e como são conduzidos; 15,6% entram em contato com a marca para informar sua insatisfação; 12,2% afirmaram que depende do caso; enquanto 0,2% declararam que mantém o consumo sem se preocupar.

Metodologia

Um total de 2.069 brasileiros respondeu a pesquisa de forma digital, entre 16 e 18 de julho de 2021, garantindo 95% de significância e 2,16% de margem de erro nos dados revelados. Entre os entrevistados, 35,2% têm idade entre 36 e 45 anos, 59,1% são mulheres, 54,7% são casados, 33% se declararam solteiros. O filtro desta pesquisa foi ter pet em casa, considerando que 64% dos lares brasileiros possuem um animal, segundo pesquisa da Hibou realizada em 2019.

 

 

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo