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Educação

PUCPR promove curso sobre Jornalismo Cultural

Entre julho e agosto de 2022, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) oferece o curso de curta duração de Jornalismo Cultural, ministrado pelo jornalista, professor e pesquisador Abonico Smith.

O curso possui carga horária de 18 horas, divididas em seis aulas presenciais.

A iniciativa é voltada a alunos universitários, profissionais e interessados em geral nas áreas das artes e da comunicação.

Com o intuito de introduzir o aluno no campo do jornalismo voltado às artes e à cultura, o curso oferecido pela PUCPR permeia a história desta editoria no Brasil e no mundo e está fundamentado em importantes referenciais teóricos da comunicação.

Os conceitos atuais serão abordados, assim como a prática de textos voltados para os campos do cinema, da literatura e da música será explorada no conjunto das aulas.

O JORNALISMO CULTURAL NA HISTÓRIA

Surgido na Inglaterra do século XVIII, o jornalismo cultural chegou ao Brasil em 1822 com o fim da Imprensa Régia e o surgimento de diversos periódicos de circulação na cidade do Rio de Janeiro, que disseminavam a literatura brasileira e as ciências humanas. Com a figura do crítico ganhando cada vez mais relevância nas primeiras décadas do século XX, tabloides literários com periodicidade semanal ou quinzenal refletiam a agitação do circuito artístico e intelectual ocorrida em grandes centros urbanos como a capital do país ou a cidade de São Paulo, publicando ensaios, resenhas, críticas, reportagens, perfis, entrevistas, contos, crônicas e poemas.

Em um cotidiano marcado pela velocidade e internacionalização, a crítica brasileira desenhava os primeiros passos de um apogeu que se estenderia dos anos 1940 ao final dos anos 1960. Período que marcou a ruptura entre a imprensa de caráter artesanal e a da fase industrial, ligada à organização capitalista. Paralelamente, a cultura popular de massa tornava-se realidade no Brasil em virtude da existência de uma sociedade urbano-industrial desenhada após a Segunda Guerra Mundial, com o cinema nacional, atrações radiofônicas, chegada e expansão da televisão, teatros, museus e a música brasileira.

O pós-guerra possibilitou o surgimento dos primeiros suplementos culturais em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. Com a consolidação das bases da indústria cultural – agora não apenas situada no eixo formado por literatura, teatro e artes plásticas, mas também absorvendo a popularidade crescente no Brasil do cinema, da música popular e da televisão – somada pelo crescimento populacional, a urbanização e a facilidade de acesso aos bens de consumo culturais, o jornalismo desta área passou a viver o seu primeiro apogeu.

Com a implantação da Abertura Política, em 1985, a cultura jovem começou a ganhar espaço e popularidade no país, consolidando um nicho rentável na indústria e promovendo a renovação da cultura de massa, que refletiu também na comunicação, cuja cobertura rompeu com o padrão acadêmico vigente. Na década de 1990, o jornalismo cultural voltado aos jovens ainda se multiplicou em um novo segmento, agora destinado aos adolescentes e jovens adultos pela falta de espaço nos suplementos culturais tradicionais voltados aos interesses deste público de menor faixa etária.

Nos anos seguintes, o crescimento de popularidade da internet e a criação de redes sociais e plataformas de divulgação marcaram a derrocada do jornalismo cultural impresso no país e sua consequente migração para a rede mundial de computadores.

SOBRE ABONICO SMITH

Com atuação ininterrupta na área desde 1987, Antonio Carlos Persegani Florenzano, conhecido no meio como Abonico Smith, é um importante jornalista cultural do país. Começou a trajetória profissional aos 15 anos de idade, escrevendo uma coluna semanal de música para o jornal Indústria & Comércio, em Curitiba. Em 1988, migrou para a Gazeta do Povo, onde trabalhou até 2002. Neste período, participou da equipe que concebeu o suplemento cultural Caderno G, em 1994, e criou o suplemento jovem/adolescente Fun, em 1996, do qual foi editor até 2000. Na área impressa também criou e editou o suplemento dominical O Estado Revista para o extinto periódico O Estado do Paraná e foi colaborador entre 1993 e 2006 da revista Bizz, da Editora Abril (SP). Entre 2003 e 2014, participou de programas na Rádio e TV Educativa como produtor, editor, editor-chefe, redator e repórter. Desde 2002 edita o website independente Mondo Bacana, voltado a música alternativa, quadrinhos, cinema e literatura pop. No universo acadêmico, realiza pesquisas que propõem a convergência dos campos da comunicação, da música e do cinema.

É graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), especialista em Comunicação e Linguagens pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) e em Comunicação, Cultura e Arte pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), mestre em Comunicação e Linguagens pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) e doutorando pelo mesmo programa e instituição.

É pesquisador do Grupo de Pesquisa em Comunicação, Imagem e Contemporaneidade (CIC), vinculado ao CNPq e parceiro do Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve (CIAC), em Portugal.

SERVIÇO 

 

JORNALISMO CULTURAL – CURSO DE CURTA DURAÇÃO

Professor: Abonico Smith

Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR)

Local: PUCPR – Câmpus Curitiba

Modalidade: Presencial

Duração: 18 horas

Inícios das aulas: 04.07.2022

Periodicidade:  04, 11, 18, 25 de julho + 01 e 08 de agosto de 2022 Horário: 19h às 22h

Público: aberto à comunidade em geral

Valor: R$ 240,00

Parcelado em 3 x R$ 80,00 – Cartão de Crédito e Boleto

Mais informações, ementa e inscrições: 

https://www.pucpr.br/cursos-extensao/jornalismo-cultural/

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