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Região Metropolitana de Curitiba terá 14 novas experiências turísticas

A primeira edição da Jornada Experiências Rotas do Pinhão atendeu 29 empresas de nove municípios de Curitiba e Região Metropolitana. Eventos, workshops, palestras, visitas virtuais guiadas e mentorias especializadas foram realizadas para auxiliar na estruturação de 14 experiências turísticas.

Destas, oito foram pensadas inteiramente durante o projeto e outras seis foram aprimoradas. Elas estão presentes em um caderno informativo lançado no final de novembro, período próximo das férias, em que a procura por locais para viajar e passear aumenta.

O projeto teve início em agosto e é resultado de uma parceria entre Sebrae/PR, Programa de Desenvolvimento Produtivo Integrado da Região Metropolitana de Curitiba (Pró-Metrópole) e Agência de Desenvolvimento Turístico da Região Rotas do Pinhão (Adetur Rotas do Pinhão).

Todos os resultados serão apresentados em reunião do Pró-Metrópole na terça-feira (30).

“Esse foi um projeto piloto realizado com os integrantes da Rotas do Pinhão e que pretendemos levar a solução para novos destinos. Podemos trabalhar em uma rota, município ou região, por exemplo. Dessa vez foi em uma região, com a criação e estruturação de produtos, levando em consideração a mudança do hábito do consumidor. Criamos uma jornada que vai da idealização até a comercialização da experiência”, diz a coordenadora estadual de Turismo no Sebrae/PR, Patricia Albanez.

Entre os municípios participantes estão Curitiba, Agudos do Sul, Bocaiuva do Sul, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Lapa, Piraquara, Rio Branco do Sul e São José dos Pinhais.

“O surgimento de novas experiências turísticas ajuda a fortalecer toda a RMC, criando diferenciais para a própria capital. Isso faz com que o entorno se torne mais atrativo, aumenta a permanência dos turistas na capital e também estrutura novas atrações para os próprios moradores locais, que passam a ter acesso a produtos e serviços que desconheciam e que podem ser visitados para passar o dia ou algumas horas”, diz a coordenadora do grupo de trabalho para o turismo do Pró-Metrópole, Tatiana Turra.

Rogerio Carlos Borges de Oliveira, empreendedor de Campo Largo, foi um dos participantes que elaboraram uma nova experiência: o glamping.

A palavra é uma combinação entre glamour e camping, atividade que está sendo cada vez mais procurada no Brasil.

O projeto tem como nome “Il Carrello” (a carroça, em italiano), terá um glamping construído em uma antiga carroça e prevê experiência de charme e conforto. O início do funcionamento está previsto para maio de 2022.

Rogerio Carlos de Oliveira
Rogerio Carlos de Oliveira, empreendedor de Campo Largo, trouxe o glamping para seu negócio (crédito – Andressa Miretzki).

“A carroça é um elemento transversal e comum em diferentes etnias. Por meio de pesquisas, vi que as carroças coloniais do Paraná tinham uma cobertura para proteger a carga. Então surgiu a ideia de usar este formato e fechar nas laterais para fazer uma barraca, tendo isso como inspiração”, ressalta o empreendedor.

A ação estará presente no Ravi – Espaço e bem-estar. Movido pelo desejo de resgatar as memórias e histórias de quatro gerações da família e do local, o negócio irá proporcionar uma experiência de satisfação ao hóspede. Ainda está previsto a construção de três cabanas temáticas (italiana, portuguesa e polonesa) e uma casa brasileira, com móveis e memórias da região. Elas terão elementos étnicos como referência às culturas específicas.

“Acredito que esse projeto foi uma injeção de criatividade e ânimo em um setor que estava abalado e carente de apoio, de novas ideias. Foi possível apresentar novos horizontes para os empreendedores e já ter um olhar para a retomada”, comenta o diretor administrativo da Adetur Região das Rotas do Pinhão e empreendedor, Geraldo Simeão.

Responsável por uma pousada em Campina Grande do Sul, Simeão elaborou uma nova experiência para o seu negócio. A partir do primeiro semestre de 2022, serão realizados almoços com pratos da região em parceria com um chef de cozinha, unindo cultura e gastronomia.

“A demanda do público mudou, ela está mais diversificada. A ideia é criar uma experiência personalizada que congregue as pessoas em grupos pequenos, que queiram ir em casal, família, com grupos limitados para ter uma atividade mais próxima. Além da parte gastronômica, também estamos preparando atividades ao ar livre e com contato com a natureza”, completa.

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