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Campanha no zoo visa diminuir atropelamentos de animais silvestres

A história da pequena Mali Pandora, filhote de onça-parda encontrada após um atropelamento no Norte do Paraná e destinada aos cuidados do Zoo de Curitiba, vai ajudar a sensibilizar as pessoas para reduzir a morte por atropelamento de animais silvestres nas estradas.

Ela é um dos destaques da campanha, que faz parte do Dia Nacional de Urubuzar, do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE).

Em Curitiba as atividades acontecem já a partir desta sexta-feira (12/11) e ao longo do fim de semana.

As equipes de Educação Ambiental do Zoo e do Museu de História Natural Capão da Imbuia prepararam uma programação com trilhas, locais para tirar fotos para as redes sociais e orientações sobre o aplicativo Sistema Urubu, de alerta de atropelamentos de animais em rodovias (veja as informações e estatísticas abaixo).

No percurso da visita do Zoo, que agora acontece apenas a pé, sem agendamento, mas com limite de público, desenhos no chão, com a silhueta de animais como anta, jacaré, felinos e tamanduá vão chamar a atenção para os atropelamentos mais frequentes no país.

Os visitantes poderão conhecer Mali Pandora, que vai para o seu recinto depois de um período de adaptação; e também a Juma, outra onça-parda vítima de atropelamento que encontrou abrigo por aqui.

O Zoo funciona das 10h às 16h, com esvaziamento do parque às 16h30. No Museu de História Natural, as ações acontecem das 9h às 17h. Na segunda (15/11), o Zoo fecha para manutenção e o Museu, não abre em função do feriado da Proclamação da República.

Sistema Urubu

O nome da data faz referência ao sistema de alerta de atropelamentos criado pelo CBEE, o Sistema Urubu, que tem um aplicativo que pode ser baixado para smartphones. O site disponibiliza também um manual para os interessados.

Em todo o Brasil há instituições engajadas pela conservação da fauna silvestre na campanha, com equipes formadas. No Zoo de Curitiba, o nome da equipe é Zeca Urubu.

“Quem baixar o app e nos referenciar, soma pontos para o município no engajamento pela proteção da fauna”, explica a chefe da Educação Ambiental do Zoo, Claudia Bosa. “Temos a meta de 200 aparelhos com o app baixado”, completa. O reforço no registro de atropelamentos pela população ajuda a ter noção da necessidade de ação para proteção destes animais.

Estatísticas

Segundo estimativas do CBEE, todos os anos, 475 milhões de animais silvestres morrem nas estradas brasileiras vítimas de atropelamento.

As regiões Sudeste e Sul do país lideram as estatísticas com 56% e 29% dos atropelamentos, respectivamente.

Os maiores casos de atropelamento acontecem com antas, lobos-guará, pumas (onças-pardas) e onças-pintadas.

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